A música autêntica regressa à praia do Meco

De 16 a 18 de Julho, o Super Bock Super Rock volta ao Meco com novas propostas que prometem conquistar o público português. 

Os Foals são a primeira confirmação no cartaz do festival. A banda britânica, sobe ao palco principal no último dia (18), levando consigo as canções do álbum dividido em dois que editaram este ano, "Everything Not Saved Will Be Lost"

ASAP Rocky é hoje um dos nomes mais interessantes do hip hop feito em todo o mundo. O rapper nova-iorquino está de volta a Portugal e com ele vai trazer "Testing" o último álbum editado em 2018, ao palco no primeiro dia do festival (16).

A cantora norte-americana de ascendência colombiana Kali Uchis vai juntar-se aos Foals no palco principal do festival, no dia 18. Com 25 anos, Kali é considerada uma das principais cantoras de pop e R&B eletrónico dos Estados Unidos da América. Recentemente, Uchis acabou de lançar um tema e poderá vir a ter um novo álbum até à altura do concerto no Meco, mas quanto a isso ainda não há certezas.

O Super Bock Super Rock é também a casa do melhor indie rock do momento, como prova, estão confirmadíssimos os norte-americanos Local Natives, atuam dia 18. Na bagagem trazem, "Violet Street" que  conta com a produção experiente de Shawn Everett (Weezer, The War on Drugs) e tem singles tão fortes como “When Am I Gonna Lose You” ou “Café Amarillo” – para entoar bem no Palco EDP.

Uma constante no Super Bock Super Rock desde há várias edições é a aposta no melhor hip-hop do mundo, e o ano de 2020 não será exceção: GoldLink, um dos rappers mais promissores da atualidade, já tem presença assegurada no 26º Super Bock Super Rock, dia 17 de julho no Palco EDP.

O cantor vai mostrar ao vivo, o seu mais recente trabalho, "Diaspora", editado em 2019, que reúne nomes como, Pusha T; Tyler, The Creator; Khalid e Wizkid.

Da Austrália vão chegar os King Gizzard & The Lizard Wizard. A banda sobe ao palco Super Bock, no dia 18 de julho, onde vem apresentar ao festival os mais recentes álbuns, lançados o ano passado: "Fishing for Fishies" e "Infest the Rats’ Nest".

No alinhamento, trazem, quase de certeza, os clássicos de um grupo que, até à data, e desde 2012, lançou 15 discos.

O Super Bock Super Rock mantém a relevância dos primeiros dias, com muita vontade de celebrar os grandes nomes, ao mesmo tempo que dá ouvidos àqueles que têm o futuro pela frente. Nesse sentido, há mais uma confirmação que assegura o futuro da música autêntica: o músico Boy Pablo que traz o rock na sua vertente mais independente continua bem vivo – e a maior prova disso é a qualidade e a autenticidade de artistas como Boy Pablo.

Nascido e criado na Noruega, filho de pais chilenos, o jovem Nicólas Pablo Muñoz estudou música na cidade norueguesa de Os antes de começar a fazer as suas próprias canções, o que viria a acontecer com mais consistência a partir dos seus 17 anos. E esse empreendimento não poderia ter corrido melhor do que correu, com a edição de “Flowers” em 2016. 

O seu EP de estreia chegou em 2017, editado pela 777 Records e incluiu o single “Everytime”, que se tornou um sucesso viral em pouco tempo. Entretanto, Boy Pablo formou uma banda que lhe permitiu apresentar as suas canções da melhor maneira, também ao vivo – 2018 foi o ano da saída da Noruega, com concertos nos Estados Unidos, no Canadá e também alguns países europeus. E o ano de 2018 também foi o ano do lançamento do seu segundo EP, “Soy Pablo”. Os singles “Losing You” e “Sick Feeling” atingiram milhões de visualizações no YouTube e são a prova de que os adolescentes e jovens de todo o mundo se identificam com a personalidade artística de Boy Pablo. Portugal recebe este jovem talento no dia 18 de julho no Palco EDP do Super Bock Super Rock.

E há mais uma confirmação que traz o selo de qualidade da música feita em Portugal. Slow J atua dia 17 de julho no Palco Super Bock do Super Bock Super Rock.
João Coelho nasceu em Setúbal, filho de mãe portuguesa e pai angolano. Fez-se Slow J para a música, aberto a todas essas influências. Durante a infância e a adolescência andou de um lado para o outro, dentro e fora de Portugal, convocando várias culturas para a sua identidade. Nessas viagens, a música sempre foi a companheira de eleição. Depois de descobrir a sua paixão pela guitarra e pelo Fruity Loops, voou para Londres para estudar engenharia de som. Nesse período produziu até mais não e esperou pelo regresso a Portugal e pelo encontro com o estúdio de gravação. Entre estúdios profissionais, guest houses e o quarto em casa dos pais, João produziu, escreveu e interpretou os seus dois primeiros registos: “The Free Food Tape”, o EP que o colocou no mapa, e “The Art Of Slowing Down” (2017), o seu primeiro álbum, um dos melhores discos portugueses dos últimos anos. 2019 foi a melhor altura para mais um passo, um passo firme chamado “You Are Forgiven”. O segundo álbum de Slow J é uma narrativa musical extremamente íntima e autobiográfica que dá a conhecer a labiríntica jornada interior de um ser humano que procura simplesmente ser ele próprio e ser feliz. Inspirada nas experiências reais da vida de J, esta obra foi concebida para converter energia negativa provocada pela fama e pela culpa em sucesso privado e aceitação - uma busca por perdão próprio, entre o ruído e o silêncio. “You Are Forgiven” fala tanto aos jovens como aos adultos, convidando todos a não pararem de sonhar e a não deixarem que a ideia de sucesso aos olhos dos outros limite a sua própria procura pela felicidade. Nas palavras do próprio: “ir de viver a vida em que eu devia ser feliz, para viver a vida em que eu sou feliz simplesmente, independentemente da ideia de sucesso dos outros”. E será difícil perdoar quem não estiver no próximo Super Bock Super Rock para celebrar as novas canções de “You Are Forgiven”, o novo álbum de Slow J – o grande concerto acontece dia 17, no Palco Super Bock.

Pode parecer estranho que, chegados a 2020, ainda haja um grupo de jovens, interessado em fazer música, a denominar-se a si próprio como uma “boy band”. O termo entrou em desuso e hoje pode até ser olhado com alguma desconfiança, mas quando os Brockhampton se assumem como tal, o objetivo é precisamente desafiar esse conceito e todos os preconceitos que ficaram da década de 90. Sendo assim, pode dizer-se que os Brockhampton são a “boy band” de Kevin Abstract, o líder de uma formação que tem de tudo um pouco – uma diversidade que, naturalmente, também se reflete nos ritmos, nas letras e na mensagem que se quer passar. A equipa toda chegava para formar uma equipa de futebol e ainda iria sobrar gente: Kevin Abstract, Matt Champion, Merlyn Wood, Dom McLennon, Joba, Bearface, Romil Hemmani, Jabali Manwa, Kiko Merley e ainda os designers Henock “HK” Sileshi e Roberto Ontenient, o fotógrafo Ashlan Grey e o agente Jon Nunes. É preciso recuperar o fôlego depois desta enumeração, até porque é mesmo preciso ter fôlego para acompanhar a energia contagiante dos Brockhampton. Esta aventura começou quando Kevin Abstract fez um post no fórum KanyeLive (um fórum de fãs de Kanye West). Ele queria formar uma banda. Recebeu 30 respostas de candidatos e, passados três anos, essa banda já estava a editar o primeiro EP. Na altura assinavam AliveSinceForever e só depois chegariam ao nome Brockhampton. Singles como “Bet I”, “Hero” ou “Dirt” foram responsáveis pelprimeiro burburinho, mas nada faria prever o que viria aí. O ano de 2017 trouxe o álbum de estreia, “Saturation”, que se viria a revelar uma trilogia. A produtividade impressionou e a música também, com temas como “Gold”, “Sweet” ou “Booggie” a conquistar o coração (e o corpo todo) dos fãs. Aqui há r&b, rap e até rock alternativo, além de uma grande vontade de dar voz a uma geração. E esses três discos de uma assentada, num só ano, não fizeram com que os Brockhampton abrandassem. O ano de 2018 trouxe “Iridescence” e 2019 foi o ano de “Ginger”, o último disco da banda (até agora). Temas como "I Been Born Again" e "If You Pray Right" revelam a mesma energia de sempre, sem medo de ser alternativo, ao mesmo tempo que se conquista o mundo. E também Portugal - dia 17 de julho, no Palco Super Bock do Super Bock Super Rock.

Vão ser três dias de música autêntica com algumas das melhores praias da Europa ali mesmo ao lado, cenários idílicos rodeados de árvores centenárias e a possibilidade de acampar desfrutando a natureza. Estes são alguns dos bons motivos ir até à Praia do Meco, entre os dias 16, 17 e 18 de julho. Mais nomes a anunciar brevemente. Bilhetes à venda na Blueticket e nos locais habituais.

Já confirmados:

Dia 16 de Julho

A$AP Rocky, Red Orange County - Palco Super Bock

Kevin Morby, Hinds - Palco EDP

Dia 17 de Julho

Slow J, Brockhampton - Palco Super Bock 

GoldLink - Palco EDP

Dia 18 de Julho 

Foals, Kali Uchis, King Gizzard & The Lizard Wizard, Kali Uchis - Palco Super Bock

Local Natives, The Neighbourhood, Boy Pablo - Palco EDP

Son Lux - Palco Somersby