A música autêntica regressa à praia do meco

Desde a primeira edição, que trabalhamos de alma e coração, ao longo de todo o ano para aqueles dias em que a Música Autêntica nos junta numa celebração da Vida. É assim que continuaremos, mais fortes e motivados do que nunca, para fazer da 26ª edição no próximo ano, uma das melhores de sempre!
As novas datas são nos dias 15, 16 e 17 de Julho e, reconfirmados já estão os Foals, Local Natives, Boy Pablo, Slow J, Jungle, e a norte-americana Kali Uchis.
Os Foals sobem ao palco principal no último dia (17), levando consigo as canções do álbum dividido em dois que editaram este ano, "Everything Not Saved Will Be Lost".
A cantora norte-americana de ascendência colombiana Kali Uchis vai juntar-se aos Foals no palco principal do festival, no dia 17. Com 25 anos, Kali é considerada uma das principais cantoras de pop e R&B eletrónico dos Estados Unidos da América. Recentemente, Uchis acabou de lançar um tema e poderá vir a ter um novo álbum até à altura do concerto no Meco, mas quanto a isso ainda não há certezas.
O Super Bock Super Rock é também a casa do melhor indie rock do momento, como prova, estão confirmadíssimos os norte-americanos Local Natives, atuam dia 17. Na bagagem trazem, "Violet Street" que conta com a produção experiente de Shawn Everett (Weezer, The War on Drugs) e tem singles tão fortes como “When Am I Gonna Lose You” ou “Café Amarillo” – para entoar bem no Palco EDP.
O festival mantém a vontade de celebrar os grandes nomes, ao mesmo tempo que dá ouvidos àqueles que têm o futuro pela frente. Nesse sentido, há mais uma confirmação que assegura o futuro da música autêntica: o músico Boy Pablo que traz o rock na sua vertente mais independente continua bem vivo – e a maior prova disso é a qualidade e a autenticidade de artistas como ele. Nascido e criado na Noruega, filho de pais chilenos, o jovem Nicólas Pablo Muñoz estudou música na cidade norueguesa de Os antes de começar a fazer as suas próprias canções, o que viria a acontecer com mais consistência a partir dos seus 17 anos. E esse empreendimento não poderia ter corrido melhor do que correu, com a edição de “Flowers” em 2016. O seu EP de estreia chegou em 2017, editado pela 777 Records e incluiu o single “Everytime”, que se tornou um sucesso viral em pouco tempo. Entretanto, Boy Pablo formou uma banda que lhe permitiu apresentar as suas canções da melhor maneira, também ao vivo – 2018 foi o ano da saída da Noruega, com concertos nos Estados Unidos, no Canadá e também alguns países europeus. E o ano de 2018 também foi o ano do lançamento do seu segundo EP, “Soy Pablo”. Os singles “Losing You” e “Sick Feeling” atingiram milhões de visualizações no YouTube e são a prova de que os adolescentes e jovens de todo o mundo se identificam com a personalidade artística de Boy Pablo. Portugal recebe este jovem talento no dia 17 de julho no Palco EDP do Super Bock Super Rock.

E há mais uma confirmação que traz o selo de qualidade da música feita em Portugal. Slow J atua dia 16 de julho no Palco Super Bock do Super Bock Super Rock. João Coelho nasceu em Setúbal, filho de mãe portuguesa e pai angolano. Fez-se Slow J para a música, aberto a todas essas influências. Durante a infância e a adolescência andou de um lado para o outro, dentro e fora de Portugal, convocando várias culturas para a sua identidade. Nessas viagens, a música sempre foi a companheira de eleição. Depois de descobrir a sua paixão pela guitarra e pelo Fruity Loops, voou para Londres para estudar engenharia de som. Nesse período produziu até mais não e esperou pelo regresso a Portugal e pelo encontro com o estúdio de gravação. Entre estúdios profissionais, guest houses e o quarto em casa dos pais, João produziu, escreveu e interpretou os seus dois primeiros registos: “The Free Food Tape”, o EP que o colocou no mapa, e “The Art Of Slowing Down” (2017), o seu primeiro álbum, um dos melhores discos portugueses dos últimos anos. 2019 foi a melhor altura para mais um passo, um passo firme chamado “You Are Forgiven”. O segundo álbum de Slow J é uma narrativa musical extremamente íntima e autobiográfica que dá a conhecer a labiríntica jornada interior de um ser humano que procura simplesmente ser ele próprio e ser feliz. Inspirada nas experiências reais da vida de J, esta obra foi concebida para converter energia negativa provocada pela fama e pela culpa em sucesso privado e aceitação - uma busca por perdão próprio, entre o ruído e o silêncio. “You Are Forgiven” fala tanto aos jovens como aos adultos, convidando todos a não pararem de sonhar e a não deixarem que a ideia de sucesso aos olhos dos outros limite a sua própria procura pela felicidade. Nas palavras do próprio: “ir de viver a vida em que eu devia ser feliz, para viver a vida em que eu sou feliz simplesmente, independentemente da ideia de sucesso dos outros”. E será difícil perdoar quem não estiver no próximo Super Bock Super Rock para celebrar as novas canções de “You Are Forgiven”, o novo álbum de Slow J – o grande concerto acontece dia 16, no Palco Super Bock.

Os Jungle resultaram do encontro entre dois amigos de infância Tom McFarland e Josh Lloyd-Watson. Os dois moravam perto um do outro desde os nove anos de idade, em Shepherds Bush, Londres, e cedo começaram a partilhar a mesma paixão pela música. Em 2013, essa partilha começou a tornar-se uma coisa mais séria com a criação do projeto Jungle – a partir desse momento a música passou a ser o mais importante para ambos e McFarland e Lloyd-Watson passaram a ser conhecidos apenas como J e T. Nos concertos, os Jungle passaram a ser sete, contribuindo assim para que cada apresentação se tornasse um momento único. O sucesso em estúdio, depois da edição de dois discos incríveis, não impediu que desenvolvessem a sua apresentação enquanto DJ Set, mostrando um autêntico caleidoscópio de influências eletrónicas enquanto sentem como ninguém a pulsação de cada pista de dança, em qualquer lugar do mundo.Na linha da frente da melhor música de dança destes últimos anos, juntamente com nomes como Leon Vynehall, Ben UFO, Midland, Hot Chip, Young Marco, entre outros, os Jungle continuam a fazer magia por onde passam – e já prometeram que vão passar por Portugal em 2021, dia 15 de julho, no Palco Somersby do Super Bock Super Rock.

A$AP Rocky é hoje um dos nomes mais interessantes e disruptivos do hip hop feito em todo o mundo, mas o caminho nem sempre foi fácil para o jovem Rakim Mayers. O pai foi preso quando ele tinha apenas 12 anos e, logo depois, o irmão foi morto bem perto do seu apartamento. Estas foram algumas das feridas que acabariam por influenciar o seu comprometimento com a música e a sua própria personalidade artística. A$AP Rocky assume-se como um artista capaz de ir além do hip hop, integrando outras artes e formas de expressão, sem nunca negar esse solo no qual estão as suas raízes mais profundas. "Praise the Lord (Da Shine)" (com Skepta) e "Purity" (com Frank Ocean) são alguns dos temas mais fortes do disco. Dia 15 de julho, no Super Bock Super Rock, o público terá a oportunidade de ver ao vivo, este que é, sem dúvida, um dos nomes mais arrojados do hip hop norte-americano.

Quando o assunto é juntar elementos eletrónicos ao melhor indie rock, é impossível não falar no trabalho dos Hot Chip, a banda de Joe Goddard e de Alexis Taylor. Conheceram-se em 1991, quando frequentavam a Elliott School em Putney, Inglaterra. Nesses tempos partilhavam o mesmo fascínio por nomes como Beastie Boys ou Bill Callahan – e juntar referências tão diferentes nunca foi um problema para os Hot Chip, muito pelo contrário. Apesar desta longa amizade, os Hot Chip só surgiram oficialmente no ano 2000 com a edição do EP “Mexico”. Em 2002 editaram “Sanfrandisco E-Pee”, um registo que captou a atenção da Moshi Moshi Records, uma editora que viria a lançar o primeiro disco da banda, “Coming on Strong”, em 2004. E foi nessa altura que o duo se transformou numa banda com cinco elementos, com as entradas de Owen Clarke, Al Doyle e Felix Martin. Em 2006 editaram o segundo álbum, “The Warning”, já com os selos da EMI Records no Reino Unido e da DFA nos Estados Unidos (mais tarde, a Domino Records também entraria em cena). Com influências de bandas como os Talking Heads ou os Pet Shop Boys, este registo foi um enorme sucesso junto do público e da crítica, sendo mesmo nomeado para um Mercury Prize. A banda continuou a desafiar-se nos anos seguintes, correndo riscos e procurando uma linguagem só sua, além das influências mais evidentes. E esse esforço ficou bem evidente nos discos seguintes: “Made in the Dark” (2008), “One Life Stand” (2010), “In Our Heads” (2012) e “Why Make Sense?” (2015). "A Bath Full of Ecstasy", o último disco da banda, chegou em 2019. Com produção de Philippe Zdar (Cassius) e Rodaidh McDonald (The xx, King Krule), este novo álbum traz alguns dos elementos que fazem o sucesso dos Hot Chip: uma certa nostalgia pela pop eletrónica dos anos 80, um gosto por boas canções que também fazem dançar e uma leveza que não implica deixar de dizer coisas sérias. Temas como “Hungry Child” ou “Melody of Love” prometem conquistar o público do Super Bock Super Rock, dia 16 de julho, no Palco Super Bock.

Diz-se que os Wire são a banda definitiva do pós-punk, graças à sua capacidade de criar canções em que a experimentação e a acessibilidade aparecem em doses perfeitamente equilibradas. Formada no ano de 1976, a banda de Colin Newman, Graham Lewis e Robert Gotobed brotou da cena punk de então, mas sempre pareceu querer ir um pouco mais além. E essa ambição ficou logo evidente na sua estreia. Dar o pontapé de saída de uma discografia com um dos melhores discos de todos os tempos não é para todos – e os Wire conseguiram essa proeza. “Pink Flag”, editado em 1977, é um monumento feito de canções breves, diferentes entre si, enigmáticas e heterodoxas mesmo dentro da cena punk. A banda não parou de experimentar nos anos seguintes, de querer fazer diferente, e essa inquietação resultou nos discos “Chairs Missing” (1978) e “154” (1979), também eles obras-primas. Mais frios, com composições mais longas e melódicas, estes dois registos elevaram a fasquia para todos, inclusive para a própria banda, que acabaria por fazer pausas na carreira, tanto na década de 80 como na década de 90, conscientes de que não vale a pena estar na música sem ser para testar limites, os seus e os dos outros. Discos como “The Ideal Copy” (1987) ou “Send” (2003) provam esse compromisso da banda em querer soar sempre diferente a cada álbum, fugindo da zona de conforto e trocando as voltas a quem lhes quer colocar uma só etiqueta. Ao longo dos seus mais de quarenta anos de carreira, os Wire já foram muita coisa, influenciando nomes como Manic Street Preachers, Sonic Youth, R.E.M, Bloc Party, Franz Ferdinand, entre muitos outros. O espírito inquieto da banda ainda se mantém vivo, como facilmente se percebe ao ouvir o seu último disco, “Mind Hive”, editado este ano. Há guitarras distorcidas e uma eletrónica ao serviço de canções que têm o charme dos primeiros tempos. Músicas novas, como “Cactused”, e os clássicos de uma carreira com mais de quarenta anos farão desta vinda dos Wire a Portugal, no dia 16 de julho, um momento imperdível – e que só poderia acontecer no Super Bock Super Rock.

Son Lux é o projeto pós-rock do intérprete, músico e compositor Ryan Lott. Lott era o mais novo de três irmãos e passou a infância a andar de um lado para o outro nos Estados Unidos: do Colorado até Atlanta, passando pela Califórnia, houve algo que se manteve sempre na formação deste jovem: o interesse pela música. Entre o jazz e a pop, entre a guitarra e o piano, Ryan foi formando a sua sensibilidade artística, com a dança a ocupar também um papel importante na sua vida, paralelamente à música. Pouco depois começou a aparecer como Son Lux – isto é, a sua voz sobre melodias noturnas e etéreas, inspiradas nos ritmos do hip hop, do rock e até da música eletrónica. Depois da participação no Festival Of Faith & Music, onde atuou ao lado de nomes como Emmylou Harris e Sufjan Stevens, o projeto Son Lux começou a ficar cada vez mais sério para Ryan. Em 2008 lançou o seu disco de estreia, “At War With Walls and Mazes”, depois de quatro anos de maturação. Os discos seguintes, “We Are Rising” (2011) e “Lanterns” (2013), confirmaram todas as boas expetativas em relação à capacidade Son Lux criar peças densas, atmosféricas e difíceis de esquecer. Depois destes primeiros três discos e de muitos concertos, aquele que era o lugar de um homem só passou a ser uma banda, com mais dois membros. Os músicos Ian Chang e Rafiq Bhatia passaram a fazer parte do projeto e já assinaram o quarto disco do grupo, “Bones”, editado em 2015. Mais ousado do que nunca, o disco revelava uma banda no caminho certo, o caminho do risco e da experimentação. Depois da edição de “Brighter Wounds” em 2018, um registo mais pessoal para Ryan, influenciado pela morte de um amigo e pelo nascimento do filho, os Son Lux continuam a mostrar a sua originalidade ao mundo. E Portugal está lista de destinos para o verão de 2021 – dia 17 de julho no Palco EDP do Super Bock Super Rock.

Pedro de Tróia já é uma figura ímpar e inimitável no panorama musical português, com uma visão disruptiva, uma extrema habilidade para as palavras e uma voz sempre envolvente. Num processo de reconciliação consigo mesmo, editou em março de 2020 o seu disco de estreia a solo. Depois de encabeçar uma das bandas mais criativas que a música portuguesa conheceu nos últimos tempos, Os Capitães da Areia, o cantor e compositor apresenta-nos agora um incomum e memorável trabalho, repleto de delicadeza e generosidade, com a elegância pop que o caracteriza a servir de fio condutor para uma descoberta que também é nossa. Ao longo de dez canções, oferece-nos muito do que sonhou, do que perdeu, do que aprendeu, e também aquilo por que lutou nos últimos tempos. “Depois Logo Se Vê", com produção e arranjos de Tiago Brito, é de um músico que se dá inteiro e que, dessa forma, consegue fazer um dos melhores discos portugueses do ano de 2020. O suplemento Ípsilon dá a definição perfeita deste registo de estreia de Pedro de Troia: “De um homem em catarse nasceu pop grandiosa”. E essa grandiosidade vai poder ser sentida no dia 16 de julho julho de 2021, no Palco LG by Rádio SBSR do Super Bock Super Rock.

Depois de tomarem o país de rajada em 2015 com “Costela Ofendida”, e de cimentarem esse trabalho em 2017 com “Pá Pá Pá”, os GANSO regressaram no ano de 2019 com novo lançamento discográfico. “Não te Aborreças” e “Os Meus Vizinhos” foram os primeiros avanços dessa nova etapa. “Não Tarda”, o segundo longa-duração do quinteto de rock alternativo lisboeta, foi de novo produzido nos estúdios Cuca Monga, em Alvalade. Este novo disco denota uma maior maturidade no processo de composição da jovem banda, afastando-se dos riffs rasgados que marcavam os dois trabalhos anteriores e deixando espaço para uma abordagem mais contemplativa, assente em cadências mais relaxadas e ambientes mais complexos. Como preparação para o lançamento do novo álbum, a banda juntou-se aos Reis da República para apresentar “EQUINÓCIO”, uma digressão nacional conjunta que passou por doze cidades entre abril e junho de 2019. Em 2020, participaram no álbum “Cuca Vida” do Conjunto Cuca Monga, gravado em conjunto pelos artistas da editora Cuca Monga, tais como Capitão Fausto, Luís Severo e Rapaz Ego). E depois destes sucessos, os GANSO prometem conquistar também o verão de 2021, com o concerto de dia 17 de julho no Palco EDP do Super Bock Super Rock.
Vão ser três dias de música autêntica com algumas das melhores praias da Europa ali mesmo ao lado, cenários idílicos rodeados de árvores centenárias e a possibilidade de acampar desfrutando a natureza. Estes são alguns dos bons motivos ir até à Praia do Meco, entre os dias 15, 16 e 17 de julho de 2021. Mais nomes a anunciar brevemente. Bilhetes à venda na Blueticket e nos locais habituais.

Já confirmados:
15 de julho
Palco Super Bock – A$AP Rocky
Palco Somersby – Jungle DJ Set
16 de julho
Palco Super Bock – Brockhampton, Hot Chip, Slow J
Palco EDP – GoldLink, Wire
Palco LG by Rádio SBSR – Pedro de Tróia
17 de julho
Palco Super Bock – Foals, Kali Uchis
Palco EDP – Local Natives, Boy Pablo, Son Lux, GANSO