A mulher acusada de disparar contra a casa de Rihanna foi considerada apta para ser julgada. A decisão foi tomada por um tribunal de Los Angeles, depois de uma avaliação psiquiátrica que atrasou o processo durante mais de quatro meses.
Ivanna Lisette Ortiz declarou-se inocente das acusações, que incluem tentativa de homicídio, agressão com arma semiautomática e disparos contra uma habitação ocupada. Se vier a ser condenada, poderá enfrentar uma pena máxima de prisão perpétua.
Segundo a polícia, na manhã de 8 de março, Ortiz dirigiu-se à casa de Rihanna, enquanto a estrela e o seu companheiro, o rapper A$AP Rocky, se encontravam numa caravana estacionada na entrada da propriedade. Pegou numa espingarda AR-15 carregada e disparou pelo menos dez tiros contra o portão da frente. Quando o barulho dos tiros cessou, contou Rihanna aos investigadores, abriu uma cortina para espreitar lá fora e viu dois buracos de bala no vidro, percebendo que se encontrava na linha de fogo e que só tinha sido salva pelo pára-brisas de vidro duplo. Ninguém ficou ferido.

Em entrevistas, antigos amigos e familiares descreveram uma mulher cuja saúde mental se alterou nos últimos anos, na sequência de um grave acidente de viação e enquanto lidava com a perda da custódia da filha. As descrições que fazem de Ortiz são corroboradas por correspondência e documentos judiciais, que fazem parte de centenas de páginas de documentos judiciais e registos policiais agora revelados.
O que é certo é que, nos meses que antecederam o ataque, a suspeita parecia demonstrar uma obsessão crescente por Rihanna. Num vídeo publicado em janeiro, ela chamou a vencedora do Grammy de “bruxa” e, noutro, de “diabo”, cujo espírito andava “a tentar assediar-me há já alguns anos”.
Em janeiro, Ortiz enviou um e-mail ao seu ex-marido exigindo que “renunciasse” à cantora e “confessasse que eu sou melhor do que ela”, segundo revelam os autos do processo. “Tens de me avisar para que essa porta possa ser fechada”, escreveu Ortiz, de acordo com uma cópia do e-mail.
O ataque ocorreu dois meses depois.
